quinta-feira, 14 de abril de 2011

Desabafo

Estava fuxicando uns blogs por aí, e li um texto que me sacudiu, me fez lembrar de quando eu era criança. De quando eu nem pensava em ser mãe.
Estava falando de domingo, é domingo. Do quanto a vida muda, e os domingos.
Eu não sei se estaria feliz se eles ainda fossem do mesmo jeito a anos, mas gostaria de sentir o que eu sentia, com certeza!!!

Na infância, eu acordava bem cedo, me arrumava e subia as escadarias para assistir a missa, não as escadarias da Penha, era uma Capela simples pertinho da minha casa. Sentia um sono, e uma alegria. Ficava ouvindo o padre com aquele sotaque engraçado, e jurava que ele morria de calor com aquelas roupas, já que naquela época ar-condicionado era para ricos, e não para uma pobre igreja que dependia de seus pobre fiéis.
Depois que toda cerimonia era realizada, ia pra casa almoçava, brincava na rua, e quando dava 17horas, lá ia eu me arrumar novamente.
Eu ia sozinha! Minha família nunca foi de religião, só acredita em Deus, não frequenta mas se eu não fosse eu era muito cobrada.
Fiz primeira comunhão, e quando faltava à missa tinha que entrar na fila pra me confessar com o padre, nunca fiz mais que 3 Pai-Nosso e 3 Ave-Maria.
Comecei a fazer Perseverança (até hoje não entendo o que é isso), não terminei.
Um dia minha tia me chamou pra ir numa igreja evangélica, Batista pra ser mais exata. No culto aconteceu uma coisa tão maravilhosa (eu falo em outro post, quem sabe) que decidi voltar. E no outro domingo, e no outro...e já estava lá de vez quando a tia da EBD (Escola Bíblica Dominical) me convidou pra fazer a cantata de Natal. Era uma peça, e como eu adoro peças, eu topei. E fiquei de vez. Esqueci das Missas de domingo. E também de me confessar para o Padre.
Os cultos eram maravilhosos, tremendos, e eu sempre sentia vontade de chorar. Uma mistura de sentimentos, a alegria de ouvir aquela pequena igreja louvando junto, a tristeza de cometer erros que antes eu achava que era tão ruins que me causavam dor. E que hoje, já vejo de outra maneira.
Um dia aquela pequena igreja fechou, e tivemos que nos "mudar" para a Matriz, que era a PIB de Bangu. Lá foi mais maravilhoso ainda. Me sentia livre pra adorar. Conheci tanta gente. Fui feliz!!!
Só que tudo que é bom dura pouco.

Tive que me mudar pra Campo Grande, e a igreja era muito longe pra mim, já que era nova e meu avô não podia mais me levar, eu estava morando com a minha mãe e longe dele.
Ali minha vida mudou, acho até que os sentimentos.
E meus domingos nunca mais foram os mesmos.
Começei a ir numa igreja mais perto. Conheci muitas pessoas, mas hoje resolvi que não serão todas que guardarei no meu coração e nem levarei pra minha vida toda. (Sabe aqueles abajoures que eu falei).
Foi legal. Vi que eu nasci pra adora com o meu corpo. Coreografia é tudo. E o Habbeas Corpus também.
Mas eu não sentia mais nada do que eu sentia lá na minha pequena igreja, minhas lágrimas secaram. E aqueles erros, que me causavam dor, triplicaram, e eu nem pedia mais perdão a Deus.
Cheguei a conclusão de que se Deus voltasse, eu não ia ser salva, mesmo estando em dia com meus compromisso perante a igreja, que são básicos, não faltar aos culto, lê a bíblia diariamente, ser assíduas na EBD. Tudo. Mas faltava Deus.

Lá existe inveja, falsidade, egoísmo...tudo o que não poderia existir! Tá bom, eu sei, são pessoas, e ninguém é perfeito. E tenho certeza que nunca vou encontrar lugar perfeito.
Mas lá eu enxergava. E não quero ficar igual a eles. Hipócritas, fingem não ver. Simplesmente fecham os olhos. Ah! Mais eu enxergo muito bem.
Por um tempo eu também andei com essa faixa sobre a minha vista, a fada madrinha do meu bebê bem que tentou abrir meus olhos. Eu não quiz enxergar.

Quer entrar no grupo? Tempo de experiência. Como assim? Vim adora a Deus, ou arrumar um emprego? Será que ninguem nesse lugar lê a bíblia? Lembra da Viuvinha que deu o seu melhor, e nem era tanto assim? O que eu fizesse, do jeito que eu dançasse, se fosse o meu melhor, Deus estaria muito feliz. E tenho certeza que ele ficou.

O que significa ser pastor? Eu não sei, mas acho que a função é cuidar do seu rebanho. Eu?  Sou uma ovelha perdida, sem pastor. Ué, mas na sua igreja não tinha pastor?  Tem, uns 4. Inclusive já os encontrei em outros lugares. E aí, o que eles fizeram? Eu te respondo: NADA. Nem lembram que eu era de lá. Sabe que me conhece, mas não sabe de onde.

É até irônico, eles saem pra pregar. Grupo de evangelização.
Eles gostam disso.
Mas não conseguem ajudar nem quem está alí pedido ajuda. Imagina o restante.
Deus tem um propósito na vida de cada um alí, inclusive na minha, mas nem eu, nem eles conseguem.
Sabe porque? É um desfile de moda, e se você é pobre, tadinha. Se você é gorda, tadinha. Não estou falando de mim, nunca tive problema com a minha situação financeira e nem com as minhas gordurinhas. To falando das coisas que eu ouvi, presenciei. Ninguém me contou!

Fez lipo? Vai com a cinta aparecendo que é para todo mundo saber que você tem dinheiro e que ficou ainda mais gostosa, e que seu marido vai parar de olhar para as novinhas da igreja, já que você ta velha, e não sabe se colocar no seu lugar.

Mora num lugar que só você é crente, e te chamam de pastor? Ah! Mais você tem gato na luz, na água e também na tv.... kkkkkk...Só rindo!

Bom Senhor, desculpe está apontando os erros das outras pessoas, ou até fazendo isso para tirar minha responsabilidade de não ser digna de se salva. Mas Deus, Tu sabe como ir no culto me faz falta. Como ouvir a palavra me faz falta.
Tantos indo pro Afeganistão pregar e eu aqui querendo uma palava pra poder conseguir entrar numa igreja de novo, não naquela. Alguem que responda minhas perguntas.

Como eram bons meus domingos quando eu sentia Deus presente na minha vida, independente de Igreja. E digo mais, voltaria até para a Católica se fosse pra sentir tudo de novo.

Deus está comigo! Me guiando.

Bjs

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